detesto quando as pessoas se sobrevalorizam e pensam que as acções delas ou o que dizem é tão importante que tem o poder de mudar o mundo, levar paz, acabar com a fome, ou encontrar um medicamento contra o cancro. ou mesmo tudo isto junto. enquanto não muda absolutamente nada. tal a rapariga da recepção do gabinete de acupunctura que se indignou que a monika se tivesse recusado a tomar os medicamentos vitais (aka as ervas prescritas pela acupunturista) porque não se sentia bem depois. ou a rapariga da recepção do meu ginásio (se calhar é uma coisa de recepcionista) que ficou horrorizada pelo facto de eu pensar em continuar a comer doces. significava que eu não ia conseguir perder peso. olhei para ele e quis dizer o que a carla me disse uma vez, entre duas gargalhadas, enquanto estávamos à espera dum autocarro na 5th avenue, autocarro que acabamos por não apanhar quando chegou à paragem porque estávamos a chorar de rir: 'com um tal corpo como o meu não é preciso perder peso'. depois pensei na embalagem de açúcar dum restaurante em gdansk a dizer 'cala-te, ou diz algo que seja melhor do que o silêncio' e decidi simplesmente despedir-me e sair do ginásio.
![]() |
| lanche debaixo das estrelas |
peço desculpa mas os substitutos da vida não me interessam. e dentro da minha roupa xs/s, atrevo-me a dizer que não preciso perder peso. ao voltar para casa comi a metade duma tablete de chocolate só para me sentir melhor e ver se ainda conseguia. afinal das contas, não há um ditado italiano que diz una donna senza sedere è come un cielo senza stelle (uma rapariga sem rabo é tal um céu sem estrelas)? vou debater isto com o robert durante o meu primeiro treino na segunda.
