| azul por todos os lados |
gosto de ilhas. sempre me têm fascinado. há algo mágico e entusiasmante na ideia duma terra envolvida na água. acariciada pelas ondas. perdida no lápis-lazúli salgado. nas nuvens que se vê do avião. no pipilo das gaivotas a planar nos sopros do vento. nas horas de espera dum horizonte, duma terra. nas estrelas que indicam caminhos. gosto da ideia do mais dificilmente acessível que se fizesse parte dum terra maior. de mais dificilmente encontrável. de isolado de todos e de tudo.
de certeza tem também a ver com a minha paixão pelo mar, mas por alguma razão, o mar encanta-me mais quando engloba uma terra toda e não só quando a lambe dum ou mais lados. se calhar porque significa que se o consegue ver com mais frequência e muitas vezes de lugares diferentes. é sempre um toque mais especial quando se o vê dançar, mesmo que seja só na linha do horizonte. encanta-me também a ideia de poder dar a volta a algo e depois ter de descobrir de novo. é mais fácil com um território pequeno e bem definido.
dá-me mais oportunidades para recarregar as baterias. alinhar as energias. repor os pensamentos em ordem. sentir-me suspensa no mundo. na realidade. no sol. na água. no barulho das ondas. dá para recomeçar do zero quando se reemerge. repensar o quotidiano. eliminar o que não der jeito. reavaliar com que se quer ficar. o que vale a pena. é um reset completo. que só se consegue num ambiente que se torna familiar e seguro. e só as coisas pequenas o são realmente.