durante muito tempo a confrontação foi o meu principal modo de estar. pelo divertimento. pelo gosto de adrenalina. pela vontade de clarificação imediata. pela estimulação intelectual. pelo desejo de marcar ou ganhar território. foi uma chamada à qual não conseguia resistir. a qual não me apetecia resistir. aliás, continua a ser o meu primeiro impulso, uma parte importante de mim. continuo a adorar pelas mesmas razões. mas. há um mas. aprendi, de vez em quando, a não a deixar ultrapassar a fase de pensamento.
descobri, com o passar do tempo, que o que não se diz pode ter o mesmo valor que o que se diz. ou até mais valor. mais valor do que as palavras. do que as ações. sobretudo quando estamos muito descontentes com uma situação ou uma pessoa. e que sabemos que dizer significava danificar mais. magoar mais. piorar. que nos faria ficar ainda mais zangados ou aflitos. e descer a um nível bastante baixo, quase mesquinho de nós, onde seria preciso buscar os sentimentos nos lugares escuros e sombrios da alma. encontrá-los na raiva, na deceção, na dor, na amargura, no desgosto, na tristeza, nas lágrimas, que sejam físicas ou figuradas. e depois executar essas sensações, a revidar, insultar, ou magoar de volta. as nossas vidas são geridas pelas escolhas, pelas ações, pelas palavras. mas também pelas inércias intencionadas. e pelos silêncios propositados. ambos a não serem confundidos com preguiça ou cobardice.
trata-se mais de ativamente escolher não fazer. para agir com integridade. dar mais importância aos valores do que às emoções e aos impulsos do momento. de priorizar o que realmente importa, a longo prazo. todos passamos por momentos difíceis em que estamos irritados com os que se comportam de maneira irresponsável e imatura. quase todos sentimos a tentação de mandar à merda. de se ser mesquinho e tacanho. estamos indignados com a indiferença, a estupidez e o egoísmo das pessoas. queremos, se não lhes dar uma lição, pelo menos retribuir-lhes com um tratamento semelhante para que percebam. vemo-nos como vítimas de decisões loucas e escolhas ruins das outras pessoas. e que têm um impacto em nós quer o queiramos ou não. parece que a única maneira de contestar é de dar asas aos nossos sentimentos. de explodir. de restabelecer uma ordem. nada mais natural e não é nada que se deve temer. a focalização deve estar em outra coisa.
temos é de estar preocupados com o que acontece depois desses momentos. temos é de estar preocupados com as alturas em que tomamos a decisão o que fazer ou não fazer com as nossas emoções. quando ponderamos se seguir os impulsos do ego ferido. quando parece que o mundo vai acabar se não agimos de todo. quando avaliamos o que está mais em harmonia com quem somos. quando alinhamos as nossas palavras e ações com quem queremos ser. quando escolhemos do que não queremos abdicar pelo preço ser demasiado alto.
às vezes, não fazer é tão importante como fazer.
| quieto.... |
trata-se mais de ativamente escolher não fazer. para agir com integridade. dar mais importância aos valores do que às emoções e aos impulsos do momento. de priorizar o que realmente importa, a longo prazo. todos passamos por momentos difíceis em que estamos irritados com os que se comportam de maneira irresponsável e imatura. quase todos sentimos a tentação de mandar à merda. de se ser mesquinho e tacanho. estamos indignados com a indiferença, a estupidez e o egoísmo das pessoas. queremos, se não lhes dar uma lição, pelo menos retribuir-lhes com um tratamento semelhante para que percebam. vemo-nos como vítimas de decisões loucas e escolhas ruins das outras pessoas. e que têm um impacto em nós quer o queiramos ou não. parece que a única maneira de contestar é de dar asas aos nossos sentimentos. de explodir. de restabelecer uma ordem. nada mais natural e não é nada que se deve temer. a focalização deve estar em outra coisa.
temos é de estar preocupados com o que acontece depois desses momentos. temos é de estar preocupados com as alturas em que tomamos a decisão o que fazer ou não fazer com as nossas emoções. quando ponderamos se seguir os impulsos do ego ferido. quando parece que o mundo vai acabar se não agimos de todo. quando avaliamos o que está mais em harmonia com quem somos. quando alinhamos as nossas palavras e ações com quem queremos ser. quando escolhemos do que não queremos abdicar pelo preço ser demasiado alto.
às vezes, não fazer é tão importante como fazer.