| descanso... |
sempre detestei essa parte de julgamento. a de ter a impressão que as minhas decisões nunca são aceites. que estou apontada por não caber no molde. dá-me completamente igual quando vem de pessoas que não me importam, mas detesto quando vem de pessoas que considerava amigas. dececionaram-me muitas vezes por isso e perguntava-me se eram pontes para serem queimadas. e é de onde veio o meu crescimento inesperado. é fantástico ter na vida pessoas que nos apoiam e incentivam. que nos ajudam a explorar os nossos limites. que têm os mesmos valores. que estão no mesmo lugar de desenvolvimento pessoal. na mesma etapa evolucional. durante muito tempo achei todo outro tipo de relações uma perda de tempo. as pessoas com as quais eu não aprendia nada, via-as como uma perda de tempo. mas descobri que nem todas as relações deviam fazer crescer. que o desafio de crescimento era reservado só para uma parte delas. outras deviam só oferecer conforto e deixar descansar. nas memórias e histórias conjuntas. no passado comum. nos presentes divergentes. o meu erro foi desvalorizá-las. porque também cumprem as suas funções e tê-las é uma sorte. é mais uma questão de calibrar as expetativas e o investimento emocional.
nem todos querem comprometer-se a evoluir e a procurar a melhor versão de si próprios. é preciso valorizar o que nos oferecem, mesmo que não seja o que mais nos alimenta. o meu estado preferido é a agitação. paciência...