![]() |
| nunca se pode acreditar no que se vê... |
mas agora, e isto é difícil explicar e ainda mais perceber, para mim, mentir tem uma ética. eu sei que parece um oximoro, mas não é. há regras para o fazer. razões para o fazer. mas também para não o fazer. um tipo de código de honra. não minto só para mentir. nem porque é mais cómodo. nem porque facilita a vida. nem por medo. nem por evitar consequências. nem por oportunismo. nem por sabujar. nem por passar em cima de pessoas.
minto quando se me tenta forçar a fazer o que não quero. gosto de fazer as coisas na vida segundo as minhas regras. e quando se quer impor-me desvios deles, pois, vêm as consequências. não é possível constranger-me para eu fazer algo que não me apetece. muitos foram os que tentaram. todos falharam. sou capaz da pior mentira nessas ocasiões. quando não quero, não quero. i never play hard to get. o meu não é sempre um não. e se alguém não quer respeitar o meu ponto de vista ou os meus sentimentos, o mínimo que posso fazer é assegurar-me que sejam respeitados com ou sem o consentimento da outra pessoa.
