marcher est un mélange de mouvements, d'humilité, d'équilibre, de curiosité, d'odeurs, de sons, de lumière et, si vous allez suffisamment loin, de nostalgie. Le sentiment d'être à la recherche de quelque chose d'introuvable. erling kagge
fico sempre perplexa perante a ausência da vontade de aprender. ou de melhorar. é como se a pessoa que não o quer fazer falasse uma língua da qual eu não conseguia nem perceber nem mesmo adivinhar o sentido. claro que há muitíssimas línguas assim. mas é bastante desolador quando acontece com uma em que se percebe as palavras todas. e se conhece o contexto cultural. a vida já tem tantas complicações que se dispensava dessas. mas acontecem... e o pior é que, regra geral, quando a pessoa não percebe do que lhes estamos a falar e até fica indignada e ofendida, significa que nunca vai perceber. acho ainda mais desolador... que esteja simplesmente fora do alcance, sem nada para se fazer...
se alguém me dissesse que me podia explicar como fazer melhor o meu trabalho, eu ouvia pelo menos a pessoa, nem que fosse para saber se me propunha algo novo. ouvia por curiosidade intelectual. para poder olhar para a minha vida de fora. para alargar horizontes. para ter perspetivas estimulantes. se calhar é isso mesmo que falta às pessoas... a dita curiosidade intelectual. uma sede de ideias. uma vontade de explorar o desconhecido. de definir os seus limites. uma necessidade de saber mais. de perceber mais. de questionar mais. de desaprender. de não saber nada. de enfrentar os próprios complexos. se for só visto na perspetiva de resultados tangíveis, de lucros, de certezas, pode tornar-se num processo extremamente dececionante. porque aprendizagens só dão resultados verdadeiros a longo prazo. a curto nunca se percebe muito bem o propósito das coisas. onde a vida nos quer levar. é preciso investir adivinhando a realidade e interrogando constantemente. no final das contas, como dizia o meu professor de filosofia do 12º ano, pensar é muito doloroso. a maioria das pessoas prefere evitar.
(in)felizmente faço parte dessas que nunca chegam a um momento em que se dizem que já não precisam conhecer ou experimentar mais nada. há sempre algo para se descobrir. questionar. pôr em desequilíbrio. destruir para reconstruir. fazer esquecer o status quo. apalpar mais minuciosamente. aprender é para mim um processo que nunca acaba. que não tem outra finalidade do que se deitar um pouco menos estúpido a cada noite. e tremer de euforia na perspetiva de todas as coisas que sobram e das quais nunca se ouviu falar. eu adoro.
| é sempre preciso arriscar... |
se alguém me dissesse que me podia explicar como fazer melhor o meu trabalho, eu ouvia pelo menos a pessoa, nem que fosse para saber se me propunha algo novo. ouvia por curiosidade intelectual. para poder olhar para a minha vida de fora. para alargar horizontes. para ter perspetivas estimulantes. se calhar é isso mesmo que falta às pessoas... a dita curiosidade intelectual. uma sede de ideias. uma vontade de explorar o desconhecido. de definir os seus limites. uma necessidade de saber mais. de perceber mais. de questionar mais. de desaprender. de não saber nada. de enfrentar os próprios complexos. se for só visto na perspetiva de resultados tangíveis, de lucros, de certezas, pode tornar-se num processo extremamente dececionante. porque aprendizagens só dão resultados verdadeiros a longo prazo. a curto nunca se percebe muito bem o propósito das coisas. onde a vida nos quer levar. é preciso investir adivinhando a realidade e interrogando constantemente. no final das contas, como dizia o meu professor de filosofia do 12º ano, pensar é muito doloroso. a maioria das pessoas prefere evitar.
(in)felizmente faço parte dessas que nunca chegam a um momento em que se dizem que já não precisam conhecer ou experimentar mais nada. há sempre algo para se descobrir. questionar. pôr em desequilíbrio. destruir para reconstruir. fazer esquecer o status quo. apalpar mais minuciosamente. aprender é para mim um processo que nunca acaba. que não tem outra finalidade do que se deitar um pouco menos estúpido a cada noite. e tremer de euforia na perspetiva de todas as coisas que sobram e das quais nunca se ouviu falar. eu adoro.









