segunda-feira, 21 de julho de 2014

uma cerveja?

acho importante manter boas relações com as pessoas que prestam serviços. é mais agradável assim. e mais pessoal. gosto do pessoal. então conto a minha vida ao meu sapateiro, ao meu vendedor no mercado e ao meu carpinteiro. sim, sou do tipo de pessoas que têm sapateiros, vendedores, esteticistas, carpinteiros, opticistas, taxistas e outros. não conto muitos detalhes mas troco impressões com eles, pergunto como está o negócio, peço conselhos profissionais... todos se riem de mim; dizem que não percebem como posso dedicar tanta energia e tempo a algo de completamente insignificante. mas para mim não é uma despesa de energia. pois, sou a pessoa que todos contactam quando precisam ver um profissional recomendado. acho que devia começar a pedir comissões pelas recomendações.

ultimamente decidi renovar uma cadeira que usava em menina na casa dos meus avós. não tanto para me sentar porque acho que caia em pedaços com os meus 57 quilos, mas porque faz parte da decoração da casa. hoje o meu carpinteiro, um senhor encantador e delicado na casa dos 60 anos que faz um ótimo trabalho, ligou-me para que eu a viesse levar. deixei algum dinheiro quando a entreguei, mas estabelecemos que se custasse mais, eu pagava quando a recuperasse.

eu: devo pagar mais?
ele: como quiser.
eu: não sou eu o carpinteiro não sei quanto é. não sei quanto vale o seu trabalho.

ele não diz nada. olha para mim confuso.

decido tomar a iniciativa (adoro tomar a iniciativa): quanto mais devo pagar?
ele: não sei. se calhar como por uma cerveja.
eu: significa quanto? porque eu não bebo cerveja, não gosto, então não tenho nenhuma ideia de quanto custa.
ele: eu também não bebo cerveja e não sei quanto custa.

deixei o que achei conveniente e despedimo-nos contentes, cada um por um motivo diferente.

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