domingo, 8 de novembro de 2015

no telefone

sou muito má para responder aos números que não conheço em geral. mas ainda mais nos fins de semana. considero que se alguém não me conhece, não tem motivo nenhum para me chatear a cabeça. não faço parte duma lista de doadores de órgãos então não tenho nenhuma obrigação moral para responder no meu tempo livre. mas como ontem alguém passou o dia a telefonar com muita insistência e continuou hoje, acabei por atender.

eu: sim?

ele (pelos vistos decepcionado porque o meu sexo, idade aparente ou timbre não encaixou nas expetativas): eheheh acho que liguei um número errado.

eu: acha?

ele: pois... acho. a senhora mora no número 36 da rua x?

(pelos vistos alguém lhe deu o meu contacto, porque é a rua onde moro)

eu: e tem o meu número de telefone apontado no número 36?

ele: não.

eu: se calhar é porque moro no número 38?

ele: sim! quando é que posso passar aí?

eu, bastante divertida pela pergunta: nunca. não se apresentou. não me disse porque é que estava a ligar, nem porque está a fazer todas essas perguntas, então de certeza não há nenhum plano para nosvermos.

ele: quero controlar a central de gás.

eu: então desculpe. esqueci-me de ligar a minha função de clarividência antes de atender o telefone. e não lhe ensinaram a dizer bom dia e apresentar-se?

(...)

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