sábado, 6 de fevereiro de 2016

(in)seguranças

fui hoje a essa loja da desigual onde cada vez que vou acabo por encontrar pessoas estranhas.

o óbvio não é sempre óbvio para todos
ao entrar na área das cabines de prova vi dentro duma delas um homem de camisa vermelha xadrez que lhe ficava muito bem. 

disse-lhe que não sabia o que ele estava a provar exatamente, mas que a camisa lhe assentava como uma luva.

gosto de elogiar a roupa e o aspeto das pessoas. sou muito esteta e reparo nisto. também acho que a mim não me custa nada e a pessoa cumprimentada fica sempre entusiasmada por ter sido vista e valorizada. então porque não o fazer?

o homem agradeceu e concordou que a camisa era fixe.

mas a namorada dele, que estava numa cabine do outro lado do corredor não gostou disso. sentiu a necessidade de ir à cabine dele, pendurar-se-lhe no pescoço, beijá-lo na boca e dizer que não concordava com a opinião da senhora porque o vermelho não lhe ficava bem de todo.

achei essa exibição marcadora de território bastante divertida. só faltava fazer xixi. que pena que as coisas não fossem tão longe. e o rapaz nem era giro.

incríveis são as merdas pelas quais as pessoas decidem perder tempo e energia.

é que tudo na vida está na cabeça...

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