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| a beleza dos defeitos |
mas quem diz imperfeição, diz também desapontamento. acho que todos acabam por nos dececionar de uma maneira ou outra. não é uma constatação triste. é uma constatação realista. para nos prepararmos para essa eventualidade. e para as percebermos. as pessoas não nos podem agradar sempre. não lêem os nossos não-ditos. somos todos diferentes. com maneiras e modos de fazer que podem, às vezes, parecer incompreensíveis. ou mesmo mais do que isso. simbioses uníssonas são uma utopia. somos todos egoístas e temos a tendência para nos preservarmos primeiro antes de pensar nos outros. as desilusões são então inevitáveis. fazem parte do quotidiano. flutuam no ar. na pele. no pó. o que faz a diferença é a frequência e o tamanho delas. e se as julgamos aguentáveis ou não.
o que me surpreende todas as vezes é que, na maioria dos casos, com cada desapontamento, a vida, como para manter um certo equilíbrio, oferece algum bónus. uma sensação completamente inesperada. causada ou por uma pessoa ou por um acontecimento. que nos faz esquecer tudo durante um instante. e que faz sorrir independentemente da amargura temporária na alma. das sensações que latejam. isto apanha-me sempre desprevenida. no final das contas, deve-se ficar grato porque sem estas desilusões, nunca teríamos descoberto caminhos novos. e oportunidades encantadoras.

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