... com o principe harry... um pensamento bastante desolador considerando o facto que a maioria das raparigas sonham casar com gajos ricos e giros. e o harry é ambas as coisas. se calhar sonham também casar pura e simplesmente. querem ser salvas. adoradas. obnubiladas. pagam uma fortuna por um vestido ridículo que só vão usar uma vez na vida numa noite em que tudo deve ser perfeito. feérico. mágico. seja como for, têm um complexo de princesa...
mas o meu maior problema com o harry é que ele é toda uma instituição, que requer demasiados ajustamentos. demasiadas adaptações. demasiada flexibilidade. e a níveis diferentes. claro, como a monika comentou, inúmeras raparigas adaptavam-se e ajustavam-se a gajos que eram completamente fracassados, então era sempre melhor fazê-lo por um gajo com nível e classe, mas continuo a ter problema com isso na mesma...
percebo que o amor possa ser grande. cego (sem que isso seja necessariamente algo só negativo). que exija sacrifícios. que nunca se pode dizer definitivamente o que se faria numa situação sem estar nela. que a fronteira entre as concessões e o ego é algo individual. e que depende das circunstâncias. do parceiro. das apostas.
mesmo assim... acho que as mudanças que fazemos pelos outros, quando ultrapassam o que esses outros mudam por nós, nunca ficam impunes... há uma altura em que a dissonância entre o que somos realmente e o que pretendemos ser é grande demais. perdem-nos nas aparências. nos não-ditos. nos politicamente corretos. nas expetativas.
os meus princípios, as minhas crenças, os meus valores fazem parte integral de mim. sou, de certeza, demasiado territorial e individualista com a minha cabeça, mas seria profundamente infeliz sem o ser. não podia mudar de religião, de vestimenta ou de modo de vida por alguém. posso é adaptar-me. conciliar. fazer espaço para coisas que não são minhas. conviver com elas. mas não adotá-las...
não pareço ser feita para a monarquia, eheheh... seja. ninguém é perfeito.
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