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| só os italianos para fazer coisas dessas... |
sempre que estou no sul e que vou a umas lojas de roupa, sobretudo no inverno, fico animada e entusiasmada. porque gosto de cores vivas e estou bem servida. preciso delas ainda mais quando o tempo está cinzento, para compensar e ficar mais animada. e com mais energia. se calhar parece completamente maluco e surrealista, mas algumas cores fazem-me sentir mais vibrante. estou consciente disso desde a minha infância e já sei o que usar e o que não para ter o melhor desempenho possível (sim, sim, ainda não estou a alucinar completamente, mas podia ser uma questão de tempo ;) ).
o problema é que nos países do norte, ou pelo menos nos que ficam cinzentos durante uma grande parte do ano, quase toda a roupa parece querer passar desapercebida e misturar-se com o ambiente. um enfoque que parece o oposto do meu. há pretos, cinzentos, azuis marinha, castanhos, beges, verdes escuros. o desespero... preto detesto e nem é uma cor para mim. é uma falta de cor. os cinzentos a não ser que fossem muito mais claros, ficam-me muito mal. os azuis marinha são elegantes, mas nem sempre quero sentir-me tão sombria. evito os castanhos porque me fazem parecer com uma árvore e fundiam-se com o meu cabelo então acabava por parecer uma mancha sumida. quanto aos beges, não percebo a ideia de coisas neutras, nem o quero ser, e dão me um ar completamente doentio, a fundir-se com o pigmento amarelo da minha pele. o verde é outra vez a história das árvores, mesmo se há uns poucos matizes que acho elegantes. mas um verde nunca conseguiria fomentar-me.
ao entrar nas lojas no porto e em turim sentia o meu coração vibrar. estava em sintonia com o que via. com os vermelhos, os cor de rosa, os roxos, os azuis, todos muito intensos. munido assim, consegue-se aguentar melhor a falta de luz. e o frio. tem-se a impressão de ter ficado, nem que seja parcialmente no verão. e de já estar preparado para o verão a vir. no final das contas. o verão é a única coisa que me interessa. deve haver um erro na minha bagagem genética. ou algo assim. porque se contam em milhares os quilómetros que separam o lugar onde moro e o lugar onde mora o meu coração. a direção é para o sul :)

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