tenho um encontro num centro comercial. chego cinco minutos antes da hora marcada e dirijo-me à casa de banho mais próxima. descubro que a das mulheres está em obras pela terceira semana consecutiva (acho que devem estar a incrustá-
| isso parece melhor organizado |
-la com jóias para isso durar tanto tempo. ou simplesmente não fazer absolutamente nada, como a porta parece hermeticamente fechada). as mulheres devem usar a casa de banho para deficientes. olho para a fila em frente de mim. um total de oito mulheres dentro das quais três gravidas. tenho como uma impressão que elas podem demorar ainda mais tempo do que a mulher média, que já lá passa uma eternidade. faço uma avaliação rápida da situação e decido que não vou conseguir olhar-me nos olhos ao escovar os dentes à noite se eu perguntar a uma mulher gravida se ela me deixar passar antes dela. e ainda menos perguntar isto a três mulheres grávidas. tenho só três minutos para não chegar atrasada ao encontro. ao lado da casa de banho para deficientes há a para homens. ninguém lá entra. do exterior, parece quase abandonada. é um convite. abro a porta para efetuar um inventário do local. um homem ao urinol, um outro a lavar as mãos. como já, há muitos anos, fui insultada por um homem ao urinol por entrar na casa de banho masculina, julgo mais prudente esperar até que ele saia. vinte segundos mais tarde lá penetro. não há ninguém. tenho o sítio todo para mim. ao sair dois minutos mais tarde, continuo lá sozinha. sugiro às mulheres que ficam na fila para fazer como eu, mas nenhuma quer. a perda é delas.
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