demoro sempre mais tempo do que todos os outros em quase tudo importante.
não no dia-a-dia. não nas decisões. não nas tarefas profissionais. não na motivação. não na rapidez de fazer as coisas. no tempo levado para explorar o meu potencial. no perceber como o desabrochar. no chegar à leveza necessária. no definir dos meus fortes e no pô-los em prática. acho que só foi na casa dos meus 35 anos que percebi o que me dava energia e o que a tirava, de que tipo de trabalho gostava mais, que estilo de roupa me ficava melhor etc. não é que antes não percebia de todo, mas foi a altura em que reparei nisto de maneira mais consciente. gosto muito do que disse o steve jobs, da noção de conectar os pontos da nossa vida para trás. de olhar para o passado e dar um sentido a todas as coisas que aconteceram. de compreender como nos fizeram chegar a onde estamos. como construíram, passo a passo, a pessoa quem somos.
nunca tive realmente dúvidas onde desenhar esta fronteira, a do eu. conheço as suas grandes linhas há muito tempo, desde que percebi de que nunca queria abdicar. mas depois, dentro destes limites, levei tempo. muito tempo. ou pelo menos mais tempo do que todos. para encontrar o meu ponto de conforto. definir as expetativas. descobrir a combinação única. construir um equilíbrio quase indestrutível. e deleitar-me com isto. é que não chegar a meios-termos requer tempo. requer autoconhecimento. requer paciência. tenho sempre querido ser honesta comigo. perceber o que ficava por trás dos meus entusiasmos, das minhas zangas, dos meus medos. escolher conscientemente e de acordo comigo. e só comigo. para o alcançar, era preciso fazer erros, tentar coisas que acabava por detestar, acabar com o que não dava em nada, recomeçar do zero, cada vez a limitar mais a pesquisa. se calhar sou tão lenta, porque me faço perguntas a mais. ou procuro coisas que não interessam a ninguém. mas devo dizer que cada dia estou a gostar mais das conclusões que tirei. e do meu potencial.
| deixar tempo ao tempo |
nunca tive realmente dúvidas onde desenhar esta fronteira, a do eu. conheço as suas grandes linhas há muito tempo, desde que percebi de que nunca queria abdicar. mas depois, dentro destes limites, levei tempo. muito tempo. ou pelo menos mais tempo do que todos. para encontrar o meu ponto de conforto. definir as expetativas. descobrir a combinação única. construir um equilíbrio quase indestrutível. e deleitar-me com isto. é que não chegar a meios-termos requer tempo. requer autoconhecimento. requer paciência. tenho sempre querido ser honesta comigo. perceber o que ficava por trás dos meus entusiasmos, das minhas zangas, dos meus medos. escolher conscientemente e de acordo comigo. e só comigo. para o alcançar, era preciso fazer erros, tentar coisas que acabava por detestar, acabar com o que não dava em nada, recomeçar do zero, cada vez a limitar mais a pesquisa. se calhar sou tão lenta, porque me faço perguntas a mais. ou procuro coisas que não interessam a ninguém. mas devo dizer que cada dia estou a gostar mais das conclusões que tirei. e do meu potencial.
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