segunda-feira, 28 de novembro de 2016

errar?

uma questão de ponto de vista
alguns vêm na vida um série de oportunidades falhadas. de obstáculos. de nuncas. de solidões. de quedas. de medos. de decisões infelizes. de acontecimentos irreparáveis. de resignação que acaba por sempre reinar. de erros que só se multiplicam. de planos inexequíveis. de sonhos abandonados. de insucessos. de mudanças forçadas. de imposições que só trazem deceção. desilusão. desânimo. desassossego. dor. passam o tempo a lamentar que se soubessem, fariam as coisas diferentemente. mas então como se faz para saber?

poucos dão-se conta do facto que as notas falsas não existem em absoluto. e que cada uma pode ser transformada numa verdadeira. que temos sempre a hipótese de nós adaptar. de improvisar. de mudar de planos. e de enfoques. de descobrir coisas novas. mundos novos. eus novos. de se esquecer da perfeição. de não ter vergonha de falhar. de não fazer o suficiente. ou o certo. de descobrir as delícias da serendipidade. de errar constantemente sem nunca realmente conseguir.  mas a ter a força de o reconhecer e de querer transformar a nossa relação com a vida. infinitivamente.

é uma sucessão de glórias e de derrotas que é preciso acolher com humildade e paixão. sem arriscar, sem se atrever, perdemos tudo. o nosso motor, o verdadeiro, que nem se consegue vender nem comprar, é essa felicidade que não se encontra nem nos média nem nos livros. que nem é trazida pelo dinheiro nem pelas aparências. a que só dura migalhas de segundos, mas que volta com muita frequência. e que não conhecem as pessoas que nunca falharam. porque é preciso tocar em muitos fundos para a descobrir. e ter sucesso.

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