qualquer conselho é inútil quando não se está pronto para os ouvir. nem receber. nem ponderar. quando não se os quer. independentemente de quão bons ou pertinentes são. independentemente de quanto estamos a errar. independentemente de como o conseguimos justificar ou racionalizar. independentemente de quanto tempo já perdemos. e quanto mais vamos perder. de quanto não vamos progredir ou melhorar. há coisas que, simplesmente, não se consegue saltar. e vê-se tudo como uma ingerência inimiga. uma intrusão, uma falta de compreensão da situação e do estado de ânimo. o que muitas vezes é dificilmente aceitável pelas pessoas que nos rodeiam. mas não podem fazer nada.
| ligar os pontos |
acho fascinante que, no fundo, tudo dependa do que temos na cabeça. da etapa da vida que estamos a atravessar. do nível ao qual processamos os nossos pensamentos. e sentimentos. da vontade de identificar os padrões que seguimos. do impulso que temos para fazer uma escolha diferente. da resolução de mexer no nosso inconsciente. de desligar os automatismos. quando esses processos não começam, quando não se quer estabelecer a ligação entre o que fazemos (ou o que não fazemos, o que resulta na mesma) e como isso nos faz sentir, não há nada que se possa fazer. nem conseguimos aproveitar o que a vida e as pessoas nos oferecem. escolhemos a escuridão. a exclusão. a deceção. acho inaceitável.
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