being powerful is like being a lady. if you have to tell people you are, you aren't. margareth thatcher
depois de dois anos de ponderação e de hesitação acabei por criar uma conta numa rede social profissional. não porque os meus sentimentos sobre a questão mudaram. não porque achei, de repente, uma ideia genial. não porque, depois dum análise detalhada cheguei à conclusão que era a melhor opção. não porque tinha demasiado tempo livre e decidi que o podia passar em frente do computador a clicar com o rato e a assediar pessoas. por outros motivos. que não têm nada a ver com o meu estado de alma na matéria. e que vão continuar pessoais.
depois de dois anos de ponderação e de hesitação acabei por criar uma conta numa rede social profissional. não porque os meus sentimentos sobre a questão mudaram. não porque achei, de repente, uma ideia genial. não porque, depois dum análise detalhada cheguei à conclusão que era a melhor opção. não porque tinha demasiado tempo livre e decidi que o podia passar em frente do computador a clicar com o rato e a assediar pessoas. por outros motivos. que não têm nada a ver com o meu estado de alma na matéria. e que vão continuar pessoais.
não sei se é o que está previsto pela lei, mas devo ter ficado contente e lisonjeada pelas pessoas quererem fazer parte dos meus contactos e por eu ver o número delas crescerem mais ou menos durante a primeira tarde depois da criação da conta. a sensação de gratificação imediata, esse pingo de dopamina no cérebro é impossível de se resistir. pelo menos no início. mergulha-se no próprio ego. acaricia-se-o com delicadeza. fica-se espantado pela sua quase genialidade. uau... tem-se a impressão que o mundo vira em volta de nós. que todos gostam de nós. que só coisas fantásticas vão acontecer nessa realidade nova e prometedora. alimenta-se da ilusão de sermos curtidos e cobiçados.
uma das poucas coisas das quais sempre tive a certeza na vida foi querer trabalhar só por conta própria. não me dou bem com hierarquias, a não serem naturalmente forjadas pela experiência, pela perícia e pelo respeito. títulos não acrescentam nenhum mérito para mim. não dão direito a nenhum tratamento especial. estou-me a cagar para eles. e detesto pessoas que se gabam, sobretudo porque, na maioria das vezes, têm muito pouco para oferecerem. são patéticas e imaturas. usam a atenção dos outros para preencherem as suas inseguranças e lacunas emocionais. existem terapias para isso.
resumindo, não sei quanto tempo vou durar nessa terra maluca de egos complexados. mas pelo menos posso aprender como fazer abstração das coisas que me irritam...
resumindo, não sei quanto tempo vou durar nessa terra maluca de egos complexados. mas pelo menos posso aprender como fazer abstração das coisas que me irritam...
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