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| seguir ou não seguir padrões? |
essa mentalidade e essa necessidade de corresponder e de se afirmar aos olhos dos outros é algo que oficialmente não percebo. não encaixa na minha visão da vida. não sei como se consegue chegar a um ponto em que se quer fazer o que as outras pessoas fazem só para não parecer diferente. em que o medo de ser diferente empurra a fazer idiotices e ilogismos só para não se sentir excluído do grupo das pessoas fixes. nunca fiz parte dele. e há mais de 20 anos que isso já nem me aquece nem arrefece. deveria importar-me com o que as pessoas acham de mim só porque as ciências humanas definem o homem como um animal gregário? atribuem-lhe pulsões com as quais não me consigo identificar? não chega. há coisas mais importantes. o que me interessa é a minha opinião sobre o assunto. as minhas expetativas. a minha visão. porque sou a única pessoa que está na minha cabeça. e não quero arrepender-me por ter escolhido coisas erradas. pelo menos encaixo lindamente no pré-definido egocentrismo humano. que é uma realidade, quer se queira ou não. se calhar sou mais associal de que anormal. também não vamos chorar por isso.
só tenho uma vida. e quero decidir sozinha. definir sozinha. abdicar sozinha. inventar as minhas definições do fixe. e modos de prosseguir, de fazer. e se eles não corresponderem (e na maioria dos casos não correspondem) às definições geralmente aceites, paciência. não vou chorar por isso. conheço muito bem o preço a pagar e mesmo assim, vale a pena. ao seguir as pessoas, cegamente, em desacordo com o que se é e o que se pensa, perde-se muito. perde-se quase tudo. estraga-se quase tudo. honestidade. sinceridade. auto-estima. paz interior. satisfação. esperanças. amor próprio. morre-se milímetro por milímetro. torna-se insensível. amargo. desiludido. pisa-se nos sonhos que se tinha. sufoca-se com o ar que se respira.
prefiro não ser fixe.

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