domingo, 6 de dezembro de 2015

dia na vida dum stalker

a perseverança deveria ser engarrafada e vendida 
um meu conhecido costuma dizer que as pessoas não nos podem ignorar indefinidamente. que há sempre uma altura em que são obrigadas a parar. por desistência, por preguiça, por quererem ser deixadas em paz, se calhar até por ficarem impressionadas com a nossa resiliência. não importa realmente. o essencial é que parem.

há muitos anos li uma entrevista com o jack nicholson onde ele contava os inícios dele como actor. nessa altura compartilhava um apartamento com o dustin hoffman a quem disseram na escola de actores que nunca ia ser um bom actor. o dustin passava horas na cozinha a fazer o papel duma bola de bilhar e quando o jack lhe perguntava o que contava fazer, ele respondia try harder. adoro essa mentalidade.

não me acontece querer largar tudo? acontece. mais ou menos mil vezes por semana. mas isso não é razão suficiente para eu desistir. é só um pensamento que passa pela cabeça quando estou farta de tudo. algo que se liga quando as coisas estão a demorar demais. ou não correr como eu queria. nem o escuto nem lhe presto muita atenção. faz parte do pacote. não importa. é uma ninharia.

devo dizer que é - peço desculpa pelo egocentrismo - uma destas coisas de que gosto mais em mim. não abandono. quando quero alcançar algo, não se me pode desencorajar. torno-me surda à opinião das outras pessoas. vou a contracorrente. fico sozinha contra todos. só me escuto a mim. mando todos à merda porque as minhas escolhas não lhes dizem respeito. e sempre atinjo os meus objetivos. e pago também o preço deles.

claro que não funciona com debilidades - não me vou tornar jogadora profissional de tenis, porque sou velha demais. acho que se trata mais de ultrapassar barreiras. vencer as próprias fraquezas. mostrar quanto conta a força do caráter. quanto se pode decidir só. o que se tem para dizer. os sacrificios que se faz. a dedicação que se alimenta.

não se deve ser particularmente importante para fazer grandes coisas. só basta crer. e acreditar. o resto é canja. ou quase.

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