quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

(in)dependências

duas conhecidas queixaram-se (separadamente) que tinham muitos planos
por onde tudo (ou quase tudo) começa e acaba
profissionais na vida, e ótimas ideias, mas não os conseguiam realizar porque lhes faltava o marido (no caso de uma) e um patrocinador (no caso de outra; não sei exatamente o que esse termo duvidoso engloba e nem quero saber) para os financiar. difícil apontar para o meu estado de espírito quando estava a escutar cada uma a falar sobre o assunto. oscilava algures entre espanto, incredulidade, perplexidade, desprezo, surpresa e incompreensão.

quando penso nos meus planos profissionais, os homens têm pouco a ver com eles. se calhar exprimi-me mal. espero chegar em num futuro próximo num tal estado de desenvolvimento da minha empresa, que vou ter de contratar alguém. e como não gosto de trabalhar com mulheres, a escolha vai ser fácil. também tenho a sorte enorme de ter um círculo de cinco conselheiros homens (muitas decisões, não as tomo antes de ter pedido a opinião aos três mais próximos, o que não significa que a siga. muitas vezes acabo por fazer exatamente o oposto quando a minha intuição mo dita. mas gosto de saber o que eles acham ou fariam para ter uma visão ainda mais clara e completa das minhas possibilidades para me recusar a fazer tudo isso de maneira o mais consciente possível. para não fazer por escolha e não por ignorância.). as mulheres são para mim demasiado ilógicas, demasiado focadas em relações humanas, harmonias gerais e predeterminismos limitadores. parecem não conseguir separar o profissional do pessoal. acho que a única mulher em cujo julgamento acredito é a minha esteticista; já nos conhecemos há alguns 15 anos e ainda não caí aos pedaços o que significa que estamos a fazer os tratamentos certos. também gostava de ser aconselhada pela christine lagarde, porque parece uma pessoa brilhante, o que não significa que não fique grata aos meus cinco mestres.

mas é onde a implicação de homens na minha vida profissional para. não condicionam nada. o resto, quero alcançá-lo sozinha. temos todos as nossas obsessões e a igualdade dos sexos faz parte das minhas. mulheres nunca a vão obter se ficarem à espera de tratamentos preferenciais, caminhos mais fáceis ou palmadinhas nas costas. nunca ouvi um homem dizer que só ia criar uma empresa se encontrasse uma mulher que lhe desse dinheiro para isso. se calhar porque mais de que a maioria das mulheres não são financeiramente independentes. ou porque lhes falta o gosto pela caça, o engenho, a auto-estima e a coragem. 

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