sexta-feira, 3 de junho de 2016

um. dois. três.

dal momento che l'amore e la paura possono difficilmente coesistere, se dobbiamo scegliere fra uno dei due, è molto più sicuro essere temuti che amati. niccolò machiavelli 


nunca acreditar nas aparências
uma conhecida ligou-me hoje, quase a chorar, porque as pessoas do trabalho que ela achava leais, acabaram por não o ser. que surpresa...

primeiro, não sei lidar muito bem com as pessoas que choram. o meu reflexo é sempre dizer para elas se acalmarem e só depois voltarem a falar comigo. vejo as lágrimas como símbolo de desespero irremediável. um sinal que já não há mais nada para fazer. que a situação é irresolúvel. por isto, em situações que não sejam verdadeiras tragédias, são uma perda de tempo e de energia.

segundo, não percebo o espanto quando se descobre, supostamente de repente, que as pessoas são traiçoeiras. claro que o são. tudo serve para esconder os seus complexos e inseguranças. para lhes dar a importância que não têm. e um sentido de poder efémero e tão pérfido como elas mesmas. a vida é feita assim. não há nada para fazer. só se deve estar adequadamente preparado para isso.

terceiro, fico surpreendida perante a reticência a trabalhar com essas cobras. partir-lhes a cabeça no momento em que pela primeira vez estão a tentar foder-nos ou desfazer-se de nós, é um prazer incrível. uma delícia. tratá-las de exatamente a mesma forma. e pisar nelas. para que percebam. aprendam. fiquem com medo. é um jogo. um divertimento. e só tem uma regra - ser primeiro e parecer capaz de tudo.  

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