quarta-feira, 29 de março de 2017

contrário às expetativas
não consigo esconder quando não gosto de coisas. mentira. não faço nenhum esforço para o esconder. não tenho paciência para isso. fingir custa-me baldes de energia. na melhor hipótese posso calar. não comentar. mas acho que a minha cara consegue fazer passar a mesma mensagem sozinha. desenrasca-se muito bem. nem precisa ter o apoio de palavras. nem dos gestos.

fiz uma vez, há alguns 4 ou 5 anos, num almoço de trabalho (que não era do meu trabalho e, por consequente, os temas tratados não me interessavam nem minimamente) em que a metade das pessoas eram parceiros/parceiras (o que deveria ter sido uma indicação para adaptar a conversa), uma cara de enjoada sem o saber, a estar sentada em frente dum gajo, que só no vigésimo quinto ou vigésimo sexto minuto dum discurso sobre fusões e aquisições, dirigido a todos, e tão pouco apaixonante que até dava para adormecer, olhou para mim e comentou que eu parecia bastante aborrecida com o tema. concordei. e não só por cortesia. mais provavelmente contra todas as regras do politicamente correto. também não percebo porque é que as pessoas fazem perguntas diretas sem tomar em conta o facto que se pode dar uma resposta direta. e honesta. comigo é melhor não as fazer. a não ser que se esteja preparado para tudo. ou quase tudo. falta-me esse chip social que faz dizer mentiras para agradar. acho que a não dizer quando não gostamos autorizamos as pessoas a continuar e depois já só podemos culpar nós próprios.

espero que na altura de fusões e aquisições o gajo em questão seja um bocado mais perspicaz. e cuidadoso dentro dos desejos dele. depois de eu ter concordado que o sujeito do monólogo dele não me interessava, teve a péssima ideia de me perguntar onde eu trabalhava.... tenho uma vaga lembrança de lhe ter perguntado se tinha aptidões para falar de outros assuntos que não o trabalho.. eu sei... sou má... o que posso dizer... paciência...

Sem comentários:

Enviar um comentário