terça-feira, 2 de maio de 2017

sem espaço para subtilezas

conversa com um amigo. a relação dele está nas últimas. tomou algumas decisões completamente malucas que só tornam a saída dessa relação ainda mais complicada. a nossa conversa foi planeada com antecedência por causa de uma grande diferença de fuso horário. antes de ligar tomo a decisão lúcida e premeditada de não me deixar provocar e de não lhe perguntar porque se está a afundar assim, por escolha própria. numa altura da conversa acabo por lhe perguntar na mesma. paciência... conheço-me o suficiente para saber que há pulsões que nunca consigo resistir... ele quer saber se eu não acho que ele está consciente de tudo isso. não acho... porque se o estivesse porque é que continuaria a tomar decisões erradas?... eu quando sei que as coisas estão mal, mudo-as.

não esconder o óbvio
a diplomacia é algo que me causa muitos transtornos. e que evito cuidadosamente na maioria dos casos. deixa demasiado espaço à interpretação. quando tenho algo para transmitir, quero que as pessoas percebam exatamente o que estou a dizer. não quero que adivinhem ou leiam entre as linhas (e o que bem lhes apetecer, claro). ou que pensem entender o que quero dizer. gosto de mensagens claras. é o que faz tudo andar para a frente. só é possível quando se estabeleceu o estado das coisas, sem embelezar. adoro pouca forma com um máximo de conteúdo. ganha-se quase sempre a falar honestamente. porque tudo pode ser mais rápido. pensamentos. reações. palavras. conselhos. mesmo desculpas. quem é que quer estagnar em momentos cruciais? ou tomar a direção errada? ou gastar energia em frustrações?

custa-me demasiado calar. não consigo fingir que as coisas não me importam. não consigo não dizer quando discordo. não consigo ignorar absurdidades. nem mentiras. ou se calhar simplesmente não quero. nem sou hipócrita nem oportunista. nem me interessa sê-lo. não se ganha nada com isso.

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