un samuraï ne doit jamais, aussi longtemps qu-il vit, se permettre de s'éloigner de ceux auxquels il est redevable spirituellement. hagakure
| coisas infinitesimais que fazem diferenças enormes |
para continuar a série de coisas nas quais não acredito, não creio em amuletos. nem em todos os objetos que nos deveriam trazer sorte. porque penso que temos o nosso destino e a sorte que o acompanha nas nossas mãos. e seria uma loucura transferir o poder que temos para uma coisa que nos tornaria passivos. claro que tudo não depende de nós. mas podemos escolher como reagir em função do que temos. contudo, acho engraçada a ideia de usar no dia de casamento alguma coisa que pertence a um amigo íntimo. um símbolo do facto que haja pessoas com quem podemos sempre contar. e de valores que nunca devemos esquecer. o leszek incutiu em mim que se devia cuidar das amizades. uma das minhas melhores amigas foi viver para o estrangeiro com a família quando eu tinha 15 anos. nesses tempos (foi um pouco mais tarde do que as pirâmides, mas não muito mais tarde...) nem havia telemóveis nem internet nem voos low-cost e os telefonemas para o estrangeiro eram bastante caros. lembro-me ter mencionado este facto ao leszek e ele perguntou-me como eu contava manter as minhas amizades sem investir nelas e sem fazer esforços vários. foi uma dessas conversas que se fez há muitos anos mas da qual me lembro como se fosse ontem... tornou-se uma das minhas mantras. um pilar de quem sou.
desde esse momento comecei a atender o telefone no meio da noite quando eram urgências. a ouvir as mesmas histórias uma infinidade de vezes sem me queixar. a comprar montes de prendas. a mandar inumeráveis cartões. a não julgar. a gastar fortunas em telefonemas e passagens. a acompanhar. a escutar choros e silêncios. a ajudar com coisas. a ficar fora da minha zona de conforto. a compartilhar medos. a aprender. a rir das absurdidades da vida. a encorajar. a lembrar-me dos momentos importantes. a deleitar-me com a vida. a descobrir que eu tinha casas em lugares em que nem precisava morar.
e tudo isso nunca o ressenti como se fosse um sacrifício. mais como uma ordem natural das coisas. uma sorte de dívida invisível para se pagar. para agradecer por tudo o que recebi dos outros. lembro-me perfeitamente de todas estas pessoas que me acompanharam e que me acompanham nas etapas importantes da minha vida. das que me ajudaram a tornar-me na pessoa que sou. que me dedicaram tempo e paciência. que me ouviram chorar, insultar ou calar. que sempre estiveram cá quando mais precisava de apoio. que nunca puxaram para eu fazer quando não estava pronta. que me ajudaram a encontrar um caminho que correspondia ao meu temperamento. à minha visão da vida. ao meu nível de desenvolvimento emocional do momento. mesmo quando as minhas escolhas lhes pareciam incompreensíveis.
fico-lhes grata. eternamente. por tudo.
e tudo isso nunca o ressenti como se fosse um sacrifício. mais como uma ordem natural das coisas. uma sorte de dívida invisível para se pagar. para agradecer por tudo o que recebi dos outros. lembro-me perfeitamente de todas estas pessoas que me acompanharam e que me acompanham nas etapas importantes da minha vida. das que me ajudaram a tornar-me na pessoa que sou. que me dedicaram tempo e paciência. que me ouviram chorar, insultar ou calar. que sempre estiveram cá quando mais precisava de apoio. que nunca puxaram para eu fazer quando não estava pronta. que me ajudaram a encontrar um caminho que correspondia ao meu temperamento. à minha visão da vida. ao meu nível de desenvolvimento emocional do momento. mesmo quando as minhas escolhas lhes pareciam incompreensíveis.
fico-lhes grata. eternamente. por tudo.
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