being powerful is like being a lady. if you have to tell people you are, you aren't. margareth thatcher
não posso dizer que não gosto do facebook, porque nunca fui à página, nem que
seja por curiosidade. redes sociais não me inspiram curiosidade nenhuma. nem gosto da ideia, nem do conceito, nem da finalidade. não devo ser suficientemente social para isso. não quero compartilhar tudo com todos. ou nem que seja tudo com poucos. há partes de mim que só são para mim. compartilhá-las seria tirar-lhes a beleza toda. não me interessa que a humanidade inteira saiba que cara tenho de biquíni. eu sei. e chega. também não quero simplificar o processo de conhecimento duma outra pessoa ou de sacrifícios que se faz para manter uma amizade numa lista de informações que pretendem resumir a minha vida atual. não me quero apresentar como fantástica.
não quero que me curtam, que me compartilhem ou que me adorem. é tudo treta. uma falsa atenção e carinho ilusório que começam e acabam num só clique. sem esforço. sem consequências. sem nada mais por detrás. achei sempre importante conseguir diferenciar a realidade da ilusão. para saber o que se tem e o que só se acha ter. o verbo gostar, como o verbo amar, não toleram imperativos. além de soarem completamente desesperados e patéticos, não resultam em nada. ama-me. gosta de mim. não são coisas que se comandam. nem pedem. nem obedecem.
não quero ser amiga de todos. não quero contactar pessoas. nem obter informações superficiais. quero encontrá-las. levar tempo. perder tempo. descobri-las. conhecê-las cada vez um pouco mais. ficar contente por isto. esforçar-me. adaptar-me. compartilhar silêncios. decidir o que lhes quero revelar e o que não porque é cedo demais.
há pessoas que já me sugeriram que, sem uma conta facebook, era como se eu não existisse. ótimo. porque quando não se existe, passa-se do lado das sombras que não interessam ninguém. e consegue-se dedicar a coisas realmente importantes. em paz e ao seu ritmo. dificilmente podia-se imaginar uma situação mais bonita.
não posso dizer que não gosto do facebook, porque nunca fui à página, nem que
| revelar tudo? |
não quero que me curtam, que me compartilhem ou que me adorem. é tudo treta. uma falsa atenção e carinho ilusório que começam e acabam num só clique. sem esforço. sem consequências. sem nada mais por detrás. achei sempre importante conseguir diferenciar a realidade da ilusão. para saber o que se tem e o que só se acha ter. o verbo gostar, como o verbo amar, não toleram imperativos. além de soarem completamente desesperados e patéticos, não resultam em nada. ama-me. gosta de mim. não são coisas que se comandam. nem pedem. nem obedecem.
não quero ser amiga de todos. não quero contactar pessoas. nem obter informações superficiais. quero encontrá-las. levar tempo. perder tempo. descobri-las. conhecê-las cada vez um pouco mais. ficar contente por isto. esforçar-me. adaptar-me. compartilhar silêncios. decidir o que lhes quero revelar e o que não porque é cedo demais.
há pessoas que já me sugeriram que, sem uma conta facebook, era como se eu não existisse. ótimo. porque quando não se existe, passa-se do lado das sombras que não interessam ninguém. e consegue-se dedicar a coisas realmente importantes. em paz e ao seu ritmo. dificilmente podia-se imaginar uma situação mais bonita.
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