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uma das coisas que mais me comovem é as cores. apercebi-me disto a preparar pranchas de tendências e tirar fotografias ou fazer colagens. não gosto de roupa nem de compras mas ligo muito às cores que uso. e que me rodeiam. sou esteta. aprecio matizes vivos e bem distintos. vão com a minha personalidade. sou alguém de quem se gosta ou que se despreza, por causa da minha impertinência, desrespeito das regras e outras excentricidades. e do facto que digo sempre o que penso, sem embelezar. incomoda quase todos. para resumir, dificilmente deixo as pessoas indiferentes.
não gosto de preto. nem de castanhos. nem de cores demasiado claras (com a exceção do branco) ou demasiado escuras (com a exceção do azul marinha). não me ficam bem. detesto o verde. o amarelo, os beges e os tons pastel confundem-se demais com a minha pele e dão-me um ar doente. também são demasiado neutrais. não sou alguém que gosta do neutral. nas cores e na vida. prefiro adorar ou odiar. a neutralidade faz-me sempre pensar na indiferença. e quando não quero lutar por algo, podia não existir.
não acredito no poder, no simbólismo das cores e
em todas essas merdas. sei que cores preferidas são uma
coisa de rapariga, mas como isto faz parte da minha profissão, tenho
uma desculpa. devo confessar uma predilecção que tenho desde os meus
15 anos. o vermelho. adoro. há quem diga que é demasiado agressivo. mas para
mim, quando algo existe também em vermelho, é sempre uma pequena
vantagem. a usar roupa vermelha, sinto-me mais inteligente, mais
perspicaz, mais divertida, mais encantadora, mais linda, mais
energética, capaz de mover montanhas e alcançar o inalcançável. só
roupa branca me dá poderes parecidos, mas numa escala muito menor.
o vermelho é tudo o que sou - destaca-se, não chega a meio termos, choca com as outras cores, não é politicamente correto, toma decisões, provoca, explode, faz a vida com paixão. somos feitos um para outro.

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