elle est plus grande que la mer
mais elle tient au creux de mes doigts
elle est tellement de choses à la fois
on ne joue pas au poker
avec une fille comme ça
c'est toujours elle qui a les quatre rois
francis cabrel
recebi um convite para uma festa de antigos alunos organizada pela minha escola
de 2º ciclo. não sou uma grande fã desse tipo de eventos. sim, adoro falar. particularmente com desconhecidos. mas só quando são conversas que começam de maneira espontânea. e fortuita. e não vejo nada de espontâneo nem fortuito no facto de ir ter com pessoas que vi pela última vez há quase vinte e cinco anos e que, no pior dos casos, vão querer saber o que aconteceu comigo durante esse período, e, no melhor, só contar o que aconteceu com elas. a minha vida é um dos assuntos de que gosto menos falar. e não me interessa ouvir pormenores sobre as vidas de pessoas com as quais decidi não ficar em contacto. não importa que fosse uma decisão realmente tomada ou só por omissão. também não acredito em reencontros com finais felizes em que se descobre, de repente, que se dá extremamente bem com alguém quem se tinha perdido de vista. é sobretudo o oposto que acontece. as experiências desiguais, as velocidades diferentes de desenvolvimento pessoal e a descoberta de quem se é realmente fazem-nos seguir caminhos diferentes dos que seguem os nossos amigos da escola.
além disso, o segundo ciclo foi uma etapa difícil para mim. tenho sempre sido extremamente sensível e completamente diferente de todos. para um adulto, pelos menos um adulto individualista como eu, é uma delicia. para uma criança, que só quer sentir-se aceite, é uma maldição. nunca fiz parte dos grupos de pessoas fixes ou populares. quase ninguém queria ser amigo comigo. os rapazes não gostavam de mim. todos gozavam comigo, riam-se de mim, roubavam a minha comida etc. não me percebam mal - não tenho nenhum trauma que venha desse período. são todas situações que resolvi na minha cabeça na altura dos meus 16 anos e desde então consegui construir um império dentro da minha personalidade. mas por isso achava hipócrita querer ver outra vez pessoas com quem associo poucos pensamentos positivos. e não me interessa mostrar de maneira ostentatória que acabei por ser uma rapariga bem. não tenho nada a provar que seja a mim ou a quem quer que seja. dá-me completamente igual que as pessoas se arrependam ou não. que gostem de mim ou não. já há muito tempo que não me interessa ser fixe. nem popular. há coisas muito mais interessantes para se fazer na vida.
mais elle tient au creux de mes doigts
elle est tellement de choses à la fois
on ne joue pas au poker
avec une fille comme ça
c'est toujours elle qui a les quatre rois
francis cabrel
recebi um convite para uma festa de antigos alunos organizada pela minha escola
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além disso, o segundo ciclo foi uma etapa difícil para mim. tenho sempre sido extremamente sensível e completamente diferente de todos. para um adulto, pelos menos um adulto individualista como eu, é uma delicia. para uma criança, que só quer sentir-se aceite, é uma maldição. nunca fiz parte dos grupos de pessoas fixes ou populares. quase ninguém queria ser amigo comigo. os rapazes não gostavam de mim. todos gozavam comigo, riam-se de mim, roubavam a minha comida etc. não me percebam mal - não tenho nenhum trauma que venha desse período. são todas situações que resolvi na minha cabeça na altura dos meus 16 anos e desde então consegui construir um império dentro da minha personalidade. mas por isso achava hipócrita querer ver outra vez pessoas com quem associo poucos pensamentos positivos. e não me interessa mostrar de maneira ostentatória que acabei por ser uma rapariga bem. não tenho nada a provar que seja a mim ou a quem quer que seja. dá-me completamente igual que as pessoas se arrependam ou não. que gostem de mim ou não. já há muito tempo que não me interessa ser fixe. nem popular. há coisas muito mais interessantes para se fazer na vida.

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