| decorações de natal em outubro... |
e não se limita só aos objetos ou serviços. prosseguimos da mesma maneira com pessoas. sic. quando lhes detetamos defeitos, imperfeições, coisas que nos incomodam, das quais não gostamos, quando percebemos quanto trabalho e concessão a relação vai exigir, quanto vamos ter de mudar ou adaptar, acabamos com ela. nem nos passa pela cabeça que se pudesse simplesmente resolver a situação. para o quê? há uma multidão de pessoas prontas para se tornarem o nosso próximo amigo ou parceiro sem exigirem esse trabalho todo. ou pelo menos é o que parece. ou o que gostamos de pensar. temos a impressão de ter o mundo aos nossos pés, acesso a todos e hipóteses e oportunidades indefinidas. que ilusão... infelizmente o simples não se consegue aplicar em todas as alturas.
ao ultrapassar a barreira do superficial, ao entrar no honesto, na dedicação, há sempre um preço a pagar. um tempo a levar. umas coisas para abdicar. uns esforços para fazer. umas dificuldades a solucionar. claro, é mais fácil abandonar. mas perde-se muito. há laços que só se criam com descobertas profundas e muitas vezes negativas. consegue-se separar os verdadeiros amigos dos supostos durante períodos difíceis em que perdemos o nosso encanto quotidiano. além disso, a perfeição é algo de extremamente chato. o que torna as pessoas interessantes são os defeitos delas. e a intensidade desses últimos. faz toda a diferença. por isso não se consegue substituir tudo. nem todos.
é só possível viver coisas novas. ou diferentes.
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