com a expansão das redes sociais, quase todos podem oferecer-se o luxo do
narcisismo. apresentar-se em forma de migalhas atraentes, excitantes, cobiçadoras, coladas juntas de maneira mais ou menos hábil, que possa não deixar transparecer a realidade. é mesmo aconselhável para os outros não ficarem dececionados. todos querem ser o mais fixe possível. e sentem a necessidade de falarem disso. para convencerem todos e si próprios que é bem assim. a classe e o bom gosto são o que todos acham ter, mas que poucos têm.
como o conceito de classe (e também do bom gosto, mas nesse caso há muito menos ambiguidades e incertezas de nomenclatura) é algo ao que ligo muito, ultimamente ponderei algum tempo o que ficava por detrás dele, o que significava ter classe. as coisas básicas, as que nos rodeiam todos os dias, são muitas vezes as mais difíceis para definir. quis conseguir resumi-lo numa ou duas palavras sós. não foi tão fácil. capturar a essência de algo tão volátil mas ao mesmo tempo a cobrir áreas tão diferentes. e culturas diferentes. constringe muito na escolha de definição. e faz refletir. o vestir-se bem, o ser educado e culto, o saber comportar-se, o respeitar de limites soam todos muito bonito, mas não tocam na natureza da classe. são todos manifestações dela. não o seu núcleo.
ter classe é não ostentar. não exibir. seja dinheiro, poder, capacidades, beleza, inteligência, conhecimentos, proezas. é não dizer a ninguém tudo o que se é. nem o fazer perceber. nem precisar de o fazer. é ter mais do que se mostra. é dizer menos do que se sabe. é não ter a presunção de ser mais do que se é realmente. é não esperar tratamentos excecionais. é não achar que se tem direito extraordinário a eles. é fazer as coisas humildemente só para as fazer, de maneira desinteressada, sem procurar méritos, sem procurar aplausos, sem afagar o seu próprio ego. é não tomar nada nem ninguém por garantido. é saber calar-se quando for preciso. é algo que só se consegue alcançar com auto-disciplina e auto-conhecimento. é respeitar-se a si próprio, aos outros e ao que a vida traz.
| um equilíbrio frágil |
como o conceito de classe (e também do bom gosto, mas nesse caso há muito menos ambiguidades e incertezas de nomenclatura) é algo ao que ligo muito, ultimamente ponderei algum tempo o que ficava por detrás dele, o que significava ter classe. as coisas básicas, as que nos rodeiam todos os dias, são muitas vezes as mais difíceis para definir. quis conseguir resumi-lo numa ou duas palavras sós. não foi tão fácil. capturar a essência de algo tão volátil mas ao mesmo tempo a cobrir áreas tão diferentes. e culturas diferentes. constringe muito na escolha de definição. e faz refletir. o vestir-se bem, o ser educado e culto, o saber comportar-se, o respeitar de limites soam todos muito bonito, mas não tocam na natureza da classe. são todos manifestações dela. não o seu núcleo.
ter classe é não ostentar. não exibir. seja dinheiro, poder, capacidades, beleza, inteligência, conhecimentos, proezas. é não dizer a ninguém tudo o que se é. nem o fazer perceber. nem precisar de o fazer. é ter mais do que se mostra. é dizer menos do que se sabe. é não ter a presunção de ser mais do que se é realmente. é não esperar tratamentos excecionais. é não achar que se tem direito extraordinário a eles. é fazer as coisas humildemente só para as fazer, de maneira desinteressada, sem procurar méritos, sem procurar aplausos, sem afagar o seu próprio ego. é não tomar nada nem ninguém por garantido. é saber calar-se quando for preciso. é algo que só se consegue alcançar com auto-disciplina e auto-conhecimento. é respeitar-se a si próprio, aos outros e ao que a vida traz.
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