terça-feira, 23 de agosto de 2016

colhões: crescê-los ou não os crescer eis a questão

estou na fila para pagar na bomba de gasolina. o homem à minha frente acaba de pagar e enquanto estou a dirigir-me ao balcão, outro homem lá aparece.  fura a fila. pergunto-lhe se está com problemas de visão e não tinha notado que havia uma fila. ah mas ele só tem uma coisa para pagar. eu também. seguem três minutos de exclamações sobre como as mulheres são hipersensíveis, como se as consegue irritar com um nada, como nunca se sabe como lhes agradar.

detesto esse tipo de comentários sexistas. quando um homem sabe o que quer é firme. decisivo. quando uma mulher o sabe, o diz em voz alta e não se deixa enganar, é emocional. irracional. demasiado irritável. suscetível. melindrosa. levanta a voz desnecessariamente. tem flutuações hormonais que obstaculizam o seu raciocínio. exagera. li uma entrevista com a christine lagarde que se queixou de ouvir esse tipo de comentários quando se opunha a algo de maneira cortante. pois...

fitei o homem e respondi que não era uma questão de sexo, mas de educação. ou mais exatamente da falta dela. que pelos vistos a cortesia era algo que os pais não lhe ensinaram. mas já que tocou no assunto do sexo, parecia-me que não se conseguia ver os colhões dele porque não os tinha. então se eu fosse ele, tomava atenção ao que dizia, porque a falta de colhões não era bem uma caraterística de mulher?

Sem comentários:

Enviar um comentário