quinta-feira, 3 de setembro de 2015

xx

nos homens, não percebo poucas coisas - a falta de integridade/colhões, o egoísmo, as ideias pouco viáveis em situações difíceis e, às vezes, a lentidão a perceberem as coisas.

um dos atributos de feminidade que adoro
nas mulheres, é uma lista que não acaba. acho que se elas fossem equipadas com um manual de instruções, tinha um milhão de páginas. e dava informações contraditórias. então ninguém teria a paciência de o ler. por isso resulta na mesma se nada de tal existe.

nem sei por onde começar perante a complexidade da minha incompreensão. não percebo os interesses, os passatempos, as preocupações, as inseguranças, os métodos, a imprevisibilidade, o raciocínio (ou mais exatamente a falta dele), a irracionalidade, os não ditos. detesto trabalhar com mulheres. elas dizem querer o a, mas na verdade querem o b e, secretamente, esperam que se adivinhe que sonham com o c. peço desculpa, mas não estudei  clarividência. entanto, quando me pedem o a, faço o a e elas ficam zangadas comigo. adoro trabalhar com homens. tenho a certeza que querem o a quando mo pedem, faço o a e todos ficam contentes.

tenho sempre passado mais tempo com homens do que com mulheres. temos mais assuntos em comum. e uma construção mental mais semelhante. tenho sobretudo amigos homens. sim, eu sei que a amizade entre homens e mulheres não existe. que cada homem quer ir para a cama com uma mulher que acha atraente. e se não a acha atraente, é só uma questão de tempo para ele querer ir para a cama com ela. seja. não vamos mudar a natureza. nem chorar por isso. vamos dizer que dentro desse padrão consegui construir muitas relações com homens pelos quais não estive sexualmente atraída e fui sempre muito clara sobre isto. mas se na cabeça deles isto não estava claro, já não é um problema meu. um mínimo de egoísmo ainda não matou ninguém na vida.

não consigo identificar-me com a imagem de mulher ditada pelos médias, pela imprensa, pela indústria cosmética, ou pelas mulheres mesmas. detesto ir ao cabeleireiro. não gosto de malas. nem de roupa (se pudesse, passava todos os dias de biquíni). nem de maquilhagem (porque é que deveria querer colocar produtos na minha cara? estão a sugerir que não tenho um aspeto suficientemente bom sem?). nem de jóias. de manhã fico pronta em vinte minutos, duche e pequeno almoço incluídos. não falo quando vejo bola. não faço chantagens emocionais. não tenciono mudar ninguém (era uma perda de tempo e energia). digo sempre o que quero sem muitas subtilezas.

mas o que me faz desesperar ainda mais é o facto que, com a idade, quase todas as mulheres parecem cair numa ou noutra forma de loucura, de estranhez, de obcecação, de irracionalidade, de perdição. uma fé quase religiosa na infalibilidade de algo em que baseiam as vidas delas. um porto duvidoso em que se escondem para retomarem forças. um retiro que lhes dá um propósito, indica um caminho. e para o qual querem converter a humanidade toda. e se não for a humanidade toda, pelo menos as pessoas ao redor delas. ou pelo menos a família. estraga muito as relações familiares. não percebo como é que elas não se dão conta disso. como é que se pode ser tão cego? e querer pagar um tal preço? em nome de quê? duma merda que não importa? é importante conseguir priorizar na vida. valorizar ideologias duvidosas mais do que a própria família, é uma loucura. falamos dessa situação com a monika e decidimos que só conhecemos uma mulher que conseguiu desobedecer à regra. ou duas. é bastante assustador.

já lhe disse que se isso acontecesse a mim, queria que ela me matasse imediatamente.

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